segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Viajas, e muito!

Papeis há muitos…para escrever, um papel no teatro, papel higiénico, papel de jornal, pasta de papel, papel de alumínio, recibos, contratos, senhas, bilhetes, papel de parede, papelarias que são mais que papel. Os papeis têm valor, até no Gato Fedorento se questionam "O papel? Qual papel? aah o papel!". Mas há papeis que eu descrevo-os como concentrados de papel. Têm consistência, são potentes centímetros de muito! São testamentos condensados em meia dúzia de linhas. O seu sumo é doce, pelas cores, expressões, sentidos, olhares que a ilustrada fachada do postal nos consome nas vistas. O verso da morada é tão igualmente mágico quanto o conteúdo vizinho. Sempre na tentativa de escrever em letras miudinhas para caber as emoções todinhas. Tentar linear ao máximo todas as descrições de pensamento, que vagueiam nas entrelinhas. Porque aquele pedacinho, transporta vitalidade dupla. De quem o escreve com a intenção e de quem o recebe na sua recepção. Gosto destes papéis peculiares. Imagino a cara do carteiro, imagino as cidades pelas quais viajam, arquitecto o sorriso de quem o recebe. Escolho-os a dedo, envio-os sem medo, recebo-os em sossego.

Autenticamente pequeninos, há quem lhe chame de postais <3

Frente vs verso *

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Espelho. Comprimido. Clementina. Gatos. Sorrir. Porto. Benfica. Bolachas. Correr. Incenso. Lorear. Arte. Aparvalhar. Gosto. Falo para o alto. Postais. Eu. Ponto de exclamação.