Procuro o intermédio equilíbrio entre a ansiedade, a intervenção e a emoção. Nisto busco pela paz a todos os meus pestanejares. Concentro o meu pensamento no fim deste desajustado pé de vento. Se a nossa espécie involuir, fracassámos muito à luz de Darwin. Não sei ser indiferente, passar isto tudo ao lado como se a minha realidade fosse paralela a todo este tormento. Já tentei descortinar o pensamento deste ser nada iluminado... sem sucesso. Perante tantas incertezas, tento manter o meu coração sereno na esperança de uma boa nova. De que será do futuro sem esperança? É ela que nos resta, aliando a fé num mundo mais interactivo em cooperação. O nosso corpo físico é efémero, mas a nossa energia de conexão se for canalizada pelo bem comum permanece coesa e firme no tempo. É por isso que valemos a pena. Não consigo dar estrutura ao meu pensamento difuso sobre este tema tão impactante. Só damos valor quando sentimos falta, quem nunca? Sejamos gratos pelo conforto do nosso lar, pelo afecto de quem amamos, pela presença, pela amizade. ( aqui estava muito pó, desde 2015 que os sapatos não estavam ao sol, hoje abri uma janela, entrou um raio de sol)
* Sapato descalço
