terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Incredulidades refutáveis

O mundo salta. Não como se todos os dias o sol e a lua trocassem de posto, na hora de picar o ponto. Mas dá voltas a mais ou a menos sem que nos apercebamos. As coisas acontecem, os dias fluem e o desenrolar do sentido dá-se. As pessoas revoltam-se com o que está mal, mas não se irritam com o comum e o pouco exacerbado. Porque é anormal pisar o risco? Porque é desnecessário bater as palmas quando a maioria está em silêncio? Talvez sejam ares provenientes do meu cepticismo. Confundem-me os vínculos cerebrais em mil voltas e reviravoltas, tudo o que me rodeia e não me ultrapassa. A anormalidade do inconsolável sumo da vida, por mais que se esprema, torna-se insaciável à luz da sua penúria. De que vale ter olhos se não quero ver o que está defronte das minhas pestanas. De que vale sorrir se ninguém se alegra com o esbater do meu contentamento. A expectativa de soltar as purpurinas e sopra-las cessa. O vento pergunta à brisa porque existe, e as folhas ignorantes da gravidade que lhes consente, continuam a cair. 

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Espelho. Comprimido. Clementina. Gatos. Sorrir. Porto. Benfica. Bolachas. Correr. Incenso. Lorear. Arte. Aparvalhar. Gosto. Falo para o alto. Postais. Eu. Ponto de exclamação.