O dia 10 de Junho, têm-se
tornado um marco importante em torno da minha passagem pelo tempo. Um dia de
mudança, conotado de uma relevância preponderante. Uma analepse que me retorna
a uns passados 6 anos atrás, transporta-me para uma reviravolta na vida, dos
demais que me são tão próximos, a minha família e eu. Radicalmente, as mais sustentadas
raízes que vigoravam num espaço cheio de recordações e ternuras de infância evoluíram
para uma plataforma longínqua, que transbordava novidade e desconhecido. Tudo
cheirava a novo e a susto. Hoje revejo isso com outros olhos que não os do
passado. E é hoje também que dou outro passo nesta constante evolução. No mesmo
dia, que há seis anos dou um passo em frente para uma etapa que se determina
como promissora. Emerge de mim um sentimento inconstante de satisfação, de medo,
polvoroso e sobressalto. É como se estivesse a viver tudo que aparentemente não
é nada. Certo é que o espelho deste último ano tem sido imprevisível, um surto
de cidades que percorri, uma imensa estafa de quilómetros, de viagens, de aprendizagem
e conhecimento. Perduram rostos que ilustram alguns momentos que me fazem
sorrir, outros que me remetem a um estado de reflexão. Erasmus, depois estágios
diversos pelas três capitais do litoral. A nostalgia hoje equilibra tudo, como
se o cosmos estivesse fechado para balanço em mim. Este dia hoje renovou o seu
sentido de mudança. De agora em diante o tempo voltará a falar por si. *
Há 6 anos, lá ia ela de trouxa às costas para o Monte que é Redondo. Habituei-me a ver-te assim sabes? Sem medo, ou se algum havia escondido pouco dei por ele. Habituei-me a ver-te num ir e voltar determinado, em ciclos criados por ti, com a vontade de ir em frente sabendo que é na mudança que está o nosso crescimento. Tens aquela coragem intrínseca, que não te impede de viver os teus sonhos, aquela confiança em ti própria. E se me mandas uma mensagem a dizer que andas com malas para trás e para a frente, que perdes comboios e corres desalmadamente à conta disso, eu só consigo sorrir, porque sei que no meio de tanta azáfama e correria és feliz, és exactamente o espelho de uma alma forte que não deixa nada por viver. Porque no fim do dia és tu e tudo o que alcançaste.. e só isso importa.
ResponderEliminarNo ir e voltar sabes sempre onde me encontrar, em cada mudança, corrida ou decisão, em cada 10 de Junho da tua vida!
Beijinhoooo*