Passo a passo, vou dando inúmeras pegadas neste percurso. Não é completo... é a síntese de um sulco vidouro. Após um corrupio geográfico, eis que me encontro a completar vicissitudes tão aclamadas. O meu cérebro não tem conseguido processar e acompanhar a velocidade de tudo com que me deparo acontece e evolui. Por vezes parece que outra dimensão existe em mim, uma alavanca que me impulsiona sem eu entender bem o porquê. O contexto em que me deparo nos últimos dias é a brisa que sempre ansiei respirar. Tudo é efémero, momentos, sensações, o simples cruzilhar de gestos e palavras entre a imensa multidão, o borburinho que o smog me proporciona, a atmosfera dinâmica que me defronto rotineiramente, o pulsar do movimento entre as imensas cores que vão e vêm. Certo é que é da novidade que delineio todo o circuito destas cortinas em cena. Maduro todos os dias, com os pequenos detalhes, com a sensatez e o tacto de querer perceber tudo. Numa analepse fugaz, revejo tudo com tanto primor, porque tudo o que hoje constitui uma pelicula fotográfica, que se desenrola nas minhas sinapses, fazem todo o sentido. A nostalgia é a tremenda consequência. Faz de mim um ser que vagueia no seio de memórias perpétuas. Porém, o colmatar de concepções que detalho minuciosamente sem retalhos, dissipam prospectivamente uma tendência crescente de vontade de querer fazer «xeqmat». A ansia do infinito... paralela ao reconhecimento pela pequenez do meu tamanho em pessoa são proporcionais. Deixo-me pela singeleza, pela leveza de espirito. Interrogada e com consciência do oceano de desconhecido que tudo ainda representa, lanço-me aqui como um soldadinho de chumbo.
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