Pulso entre todos os segundos que vibram nas minhas sinapses, dia por dia, detalhe por detalhe, sendo que cada vez sinto mais tudo isto que me rodeia. Opto por ópticas divergentemente abrangentes, retirando destas próprias o melhor partido. Em detrimento da linha que rege o ciclo do horizonte, faço-lhe o pino e em bicos de pés saltito. Mesmo de olhos vendados, palpitaria as cores da calçada como as desvendo na iris. É glorioso o fluir de mim perante o que me conforta. Os pequenos gestos, palavras, sentidos, são genuínos e concretizam-se aqui onde estou, em ti capital. Há muito que não revivia um coliseu de repulsa interna em movimento de cores e acção em prol de monólogos de sentimentos cruzados em palco. Gosto mesmo, sou eu a reviver o que sou, a rever-me num confronto com o inimaginável sapiente discurso poético deambulante das proferidas deixas aclamadas ao alto. Lateja, interjeição por interjeição. E daqui? Sim isso mesmo, será que a plasticina que tece os rebordos da minha condição permitirá o meu permanecer colorido e vivaz modo de lograr este tão audacioso sentido? Um formigueirinho borbulha em mim, entre a ânsia de proferir o tão desejável e a sensata sapiente consciência do esperável vindouro porvir de fel ingrato. Ainda assim, os meus braços não cruzarão os seus esforços múltiplos pela sua demanda. A persistência e a pertinácia benevolente serão o meu elo de confluência. Sem vacilar pelas resistências que aparecerão constantemente, sem quedas inseguras por sopros infortunosos, hirta na trabuzana que avisto não muito remota, remarei incessante até ao desenlace exalado.
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