sábado, 27 de outubro de 2012

Bon Iver, sempre *


     Justin Vernon é apenas uma metáfora humana de toda uma panóplia de emoções efusivamente retalhadas. Entrar dentro do Campo Pequeno, fez-me transparecer grande de tanto que ali se borbotava. Na ânsia imensa de um xilofone encruzilhado com uma guitarra eléctrica, encontravam-se sentidos múltiplos naquela cópula emotiva. O apelo às sensações era austero  e colmatava-se constantemente com a intensidade do barulho das luzes entre sombras e flash. Nunca em tempo algum tinha me sentido tão compreendida musicalmente como naquelas 2 horas. Cada detalhe ia em busca de um toque ou de uma delicada nuance de  magia. Quem promove este tipo de ritmos que arrepiam os mais cardíacos, que promovem um respirar de genuinidade, deveriam ser magnificados pelo universo.

Bon Iver <3

1 comentário:

  1. Acredito que passaste um daqueles momentos em que não duvidas que levantaste os pés do chão, que foste a outro mundo que nem sempre se consegue encontrar. Um provável teste aos limites dos sentidos... e dos sentimentos.
    Tão bom que valeu a pena!
    Beijo grande*

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Espelho. Comprimido. Clementina. Gatos. Sorrir. Porto. Benfica. Bolachas. Correr. Incenso. Lorear. Arte. Aparvalhar. Gosto. Falo para o alto. Postais. Eu. Ponto de exclamação.