Falemos de palavras difíceis, multi-interpretativas que
causam imensa desordem comportamental e sentimental. Palavra diria apenas, que
é o motor de forças maiores, que avança mundos por causas e alicerça consequências
por si só. Prontamente dita, causa sempre impacto, deriva sentidos e exponencia
emoções. Sempre que me lembro do seu sentido em mim, perante os outros fica a
noção diferente a cada olhar, perante cada gesto e a cada segundo. Prefiro não
a prenunciar, que seja uma premonição que se depreenda por ela própria no seu intrínseco
significado.
Entende-se
por magia esse sentir forte que domina seres, momentos e ações. Através de um
gesto piedoso ou de ternura, expressa-se nas suas entrelinhas o seu poder. Cega
olhares, permite agir de uma forma avassaladora e preponderante por alguém ou
por algo. Conduz a atitudes sensatas ou incontroláveis, desmedidas e desproporcionais.
Não existe sinónimo para tal palavra, graças à graciosidade da sua essência. É
bom ter a consciência dela em nós, e vivermos na órbita do seu sabor e
intensidade. Pode variar entre vários tipos, do maternal ao conjugal, do
carinho ao mimo. Interage entre pessoas e animais. É múltipla e dispersa por
todos nós de maneira divergente.
Porém,
a sua ausência ou o seu sentido de perda é como um buraco negro. A escassez
deste poder cria entre os demais um temor, um descontrolo e um desconcerto
perturbante e depressivo. Somos dependentes da sua existência, visto que a sua ausência
torna tudo muito fraco, a preto e branco, impotente e descrente. Presenciar com
este olhar essa lacuna de perto mas em fontes alheias cria em mim desconforto.
Saber que é tão melhor caminhar no sentido de conjugar forças para obter este
poder, e ver o inverso… infiltra-me comichões infindáveis. Não posso justificar
determinadas falhas deste poder, é irreversível que isso aconteça, tal é a
complexidade do ser humano. Esta complicação de caminhar dos seres, é
evolutiva. E entender o que não é perceptível torna tudo num nó sem fim.
Questões incongruentes pairam entre os sentidos, saber que entre esses demais
seres tudo já foi tão mais fluente e flexível. Agora está a murchar como uma
tulipa que vive imperiosa na sua cor em flor e o tempo a deixa cair por terra. Não
consigo ficar indiferente aos mesmos, que de mim ambos têm essa palavra como a
maior, que reina em mim a todos os segundos. É graças aos demais seres que de
mim existe o meu sentir de estar para ser. Não conseguir mover tudo como certo
e ver a cair o que está em alicerces soltos, é dessoante. Coesão perante incongruências
ditas pelo não dito, fazem pensar cada vez mais porque não posso estar sempre
rodeada de pessoas que lutam pela palavra das palavras. Eu luto, e quero lutar
por mim, pelos demais que de tanto falo com afinco e por quem sinto o melhor
deste sentir de palavra.
(amar)
É tudo tão insuficiente quando e quer definir algo assim. Mas acredita que a tua força gigante vem dessa capacidade de o fazer, entre parênteses. És tão grande :)
ResponderEliminarquem fala assim NÂO é gago :) tens em ti toda a força do mundo *
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